Que tristes os caminhos, se não fora a mágica presença das estrelas.
( Mário Quintana)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Vestido azul


Ele toca sua pele tão delicadamente que a suavidade os faz parecer um só. Cai sob suas curvas apreciando o que há de mais belo e tentador. A pele nua e macia que fica aparente arranca suspiros, sugere delírios e a deixa com um ar de satisfação. Qualquer movimento simula uma dança e há sincronia em câmera lenta até que o mundo de repente pára. A mão escorre pela silhueta,textura sedosa, e o espelho reflete aquilo que os olhos sozinhos não captam. A face cálida e um pouco atrevida esboça um riso que sai bem contido pela beleza observada. Chegada a hora ela se vai trajando o vestido azul ,cor da noite, que é para com ele se perder na escuridão.


C. Sarah

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