Abri o baú com as cartas que eu havia jurado estarem mortas há tanto tempo. As palavras estavam lá, manchadas e fracas, enquanto eu me desfazia num esforço inútil para tentar entendê-las. Os versos ainda rimavam tão tolos e decadentes, as sensações é que estavam erradas agora. O tempo faz coisas incríveis, perceptível ou imperceptivelmente. Palavras são só palavras quando tudo se vai e apenas elas ficam. No final das contas as cartas mortas viraram lembranças que já não me dizem mais nada.
Que tristes os caminhos, se não fora a mágica presença das estrelas.
( Mário Quintana)
( Mário Quintana)
sexta-feira, 13 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Riso estéril
Gargalhos em meio a noite. Abraços perdidos no caos e os braços estão recolhidos. Tocam, mas não aconchegam. A vela tremula, faz sombra: são lábios tão cheios, macios. Vazios no fundo da alma. Vazio no copo de vinho.
Assinar:
Postagens (Atom)