Os olhos circulam; o quarto, a paisagem; o escuro emoldura; a parede, a imagem. O teto encara; o relógio percorre; a aurora trepida; e a insônia não passa. A cama inverte; o lençol embola; o corpo se vira; a mente não pára. O vento acaba; o travesseiro impede; a pele transpira; a nuca empapa. O colchão endurece; os cabelos revoltam; as pernas descruzam; o braço adormece. O estômago embrulha; o pijama incomoda; lá fora é manhã, e a insônia só cresce.
C. Sarah
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